{"id":658,"date":"2026-03-28T11:33:50","date_gmt":"2026-03-28T14:33:50","guid":{"rendered":"https:\/\/leonardoguedes.com.br\/lg\/?p=658"},"modified":"2026-03-28T12:06:16","modified_gmt":"2026-03-28T15:06:16","slug":"analise-ambiental-swot-com-priorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/leonardoguedes.com.br\/lg\/2026\/03\/28\/analise-ambiental-swot-com-priorizacao\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise Ambiental SWOT com Prioriza\u00e7\u00e3o: Realiza\u00e7\u00e3o do MotoGP em Goi\u00e2nia An\u00e1lise Ambiental SWOT com Prioriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Leonardo Guerra de Rezende Guedes, Prof. Dr.<\/h4>\n\n\n\n<p>UFG &amp; Poli, PUC Goi\u00e1s<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p data-wp-context---core-fit-text=\"core\/fit-text::{&quot;fontSize&quot;:&quot;&quot;}\" data-wp-init---core-fit-text=\"core\/fit-text::callbacks.init\" data-wp-interactive data-wp-style--font-size=\"core\/fit-text::context.fontSize\" class=\"has-fit-text\"><strong>Estudo de Caso:<\/strong>&nbsp;Realiza\u00e7\u00e3o do MotoGP em Goi\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica metodol\u00f3gica deste manual parte de um ponto central da literatura cl\u00e1ssica:&nbsp;<strong>diagn\u00f3stico ambiental sem prioriza\u00e7\u00e3o tende a produzir listas extensas, vagas e pouco acion\u00e1veis<\/strong>. Hill e Westbrook (1997) mostraram exatamente esse problema ao observar SWOTs marcadas por &#8220;long lists&#8221;, &#8220;failure to prioritize&#8221; e aus\u00eancia de uso efetivo dos resultados no processo estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Weihrich (1982), ao propor a TOWS Matrix, deslocou o foco da simples enumera\u00e7\u00e3o de fatores para a&nbsp;<strong>identifica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das rela\u00e7\u00f5es entre ambiente interno e externo<\/strong>, convertendo an\u00e1lise em formula\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. Kurttila et al. (2000) avan\u00e7aram um passo adicional ao integrar SWOT com AHP para gerar prioridades analiticamente determinadas, reduzindo arbitrariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso deste manual, adota-se uma vers\u00e3o did\u00e1tica e simplificada inspirada no AHP: em vez do AHP can\u00f4nico de compara\u00e7\u00f5es parit\u00e1rias completas, usa-se uma prioriza\u00e7\u00e3o por relev\u00e2ncia calculada como&nbsp;<strong>Impacto \u00d7 Presen\u00e7a<\/strong>, com ambos os componentes medidos por escala Likert. Trata-se, portanto, de um modelo pedag\u00f3gico h\u00edbrido: conceitualmente ancorado em Saaty (1980), operacionalmente simplificado para uso em sala, consultoria e planejamento aplicado.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo de caso, o objeto estrat\u00e9gico \u00e9 a&nbsp;<strong>realiza\u00e7\u00e3o do MotoGP em Goi\u00e2nia<\/strong>. A escolha \u00e9 metodologicamente adequada porque envolve infraestrutura urbana, mobilidade, hospitalidade, seguran\u00e7a, governan\u00e7a p\u00fablica, imagem territorial e cadeia econ\u00f4mica de servi\u00e7os, ou seja, um t\u00edpico problema de planejamento estrat\u00e9gico multissetorial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fundamento Conceitual da Abordagem<\/h2>\n\n\n\n<p>A base te\u00f3rica remonta a Ansoff (1965), para quem estrat\u00e9gia depende de leitura estruturada do ambiente e de escolhas coerentes com oportunidades, restri\u00e7\u00f5es e capacidades organizacionais; e a Porter (1980), que refor\u00e7a a an\u00e1lise sistem\u00e1tica do ambiente externo como condi\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o de posicionamento estrat\u00e9gico robusto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Weihrich (1982), a contribui\u00e7\u00e3o distintiva foi transformar a SWOT em TOWS, ou seja, em uma&nbsp;<strong>matriz de combina\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre fatores internos e externos<\/strong>. Em Saaty (1980), a contribui\u00e7\u00e3o foi introduzir um m\u00e9todo hier\u00e1rquico para decompor problemas complexos em objetivo, crit\u00e9rios e alternativas, permitindo atribui\u00e7\u00e3o de prioridades. Em Likert (1932), a contribui\u00e7\u00e3o foi oferecer uma escala ordinal de atitudes e intensidade de julgamento pass\u00edvel de uso padronizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto metodol\u00f3gico central deste manual \u00e9&nbsp;<strong>combinar esses quatro legados: leitura ambiental, estrutura\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, quantifica\u00e7\u00e3o simplificada e formula\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica por cruzamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nota Importante:<\/strong>&nbsp;O procedimento aqui apresentado n\u00e3o corresponde ao AHP cl\u00e1ssico em sentido estrito. O AHP de Saaty (1980) trabalha com matrizes de compara\u00e7\u00e3o par a par e verifica\u00e7\u00e3o de consist\u00eancia; j\u00e1 o presente modelo usa dois crit\u00e9rios diretos \u2014 impacto e presen\u00e7a \u2014 avaliados em escala Likert e multiplicados para produzir um \u00edndice simples de relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Roteiro Geral do Processo<\/h2>\n\n\n\n<p>O processo completo possui\u00a0<strong>seis movimentos encadeados<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Diagn\u00f3stico inicial e obten\u00e7\u00e3o de dados;<\/li>\n\n\n\n<li>Identifica\u00e7\u00e3o dos fatores SWOT;<\/li>\n\n\n\n<li>Pontua\u00e7\u00e3o dos fatores por impacto e presen\u00e7a;<\/li>\n\n\n\n<li>C\u00e1lculo da relev\u00e2ncia e filtragem;<\/li>\n\n\n\n<li>Cruzamento TOWS;<\/li>\n\n\n\n<li>Convers\u00e3o das estrat\u00e9gias em plano de a\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A <strong>raz\u00e3o te\u00f3rica<\/strong> dessa sequ\u00eancia \u00e9 simples:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sem diagn\u00f3stico, a SWOT vira opini\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Sem prioriza\u00e7\u00e3o, vira invent\u00e1rio;<\/li>\n\n\n\n<li>Sem TOWS, vira descri\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Sem plano de a\u00e7\u00e3o, vira exerc\u00edcio ret\u00f3rico.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Hill e Westbrook (1997) criticaram precisamente SWOTs que paravam antes da a\u00e7\u00e3o; Weihrich (1982) prop\u00f4s a passagem ao cruzamento; Kurttila et al. (2000) propuseram a passagem \u00e0 prioridade.\u00a0<strong>Este manual combina essas tr\u00eas corre\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 0: Diagn\u00f3stico Inicial e Obten\u00e7\u00e3o de Dados Relevantes<\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ambiental deve come\u00e7ar por um&nbsp;<strong>diagn\u00f3stico emp\u00edrico<\/strong>. Em linguagem de planejamento estrat\u00e9gico, trata-se do environmental scanning. Em linguagem metodol\u00f3gica, \u00e9 a fase de constru\u00e7\u00e3o do banco de evid\u00eancias que sustentar\u00e1 a classifica\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O erro mais comum em trabalhos acad\u00eamicos e profissionais \u00e9 iniciar preenchendo a SWOT &#8220;<strong>de mem\u00f3ria<\/strong>&#8220;. Isso produz vieses de disponibilidade, excesso de generalidade e baixa verificabilidade. Ansoff (1965) e Porter (1980), ainda que por tradi\u00e7\u00f5es distintas, convergem na ideia de que a estrat\u00e9gia exige observa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dimens\u00f5es Anal\u00edticas para MotoGP Goi\u00e2nia<\/h3>\n\n\n\n<p>No caso MotoGP Goi\u00e2nia, o diagn\u00f3stico deve ser organizado em ao menos sete dimens\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Infraestrutura vi\u00e1ria<\/li>\n\n\n\n<li>Mobilidade urbana<\/li>\n\n\n\n<li>Rede hoteleira<\/li>\n\n\n\n<li>Capacidade aeroportu\u00e1ria e conectividade<\/li>\n\n\n\n<li>Seguran\u00e7a p\u00fablica e privada<\/li>\n\n\n\n<li>Sa\u00fade e resposta emergencial<\/li>\n\n\n\n<li>Governan\u00e7a interinstitucional e imagem territorial\/tur\u00edstica<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A coleta de dados deve priorizar\u00a0<strong>fontes prim\u00e1rias e oficiais<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Governo do estado,<\/li>\n\n\n\n<li>Prefeitura,<\/li>\n\n\n\n<li>Secretarias de mobilidade,<\/li>\n\n\n\n<li>Sa\u00fade,<\/li>\n\n\n\n<li>Seguran\u00e7a e turismo,<\/li>\n\n\n\n<li>Concession\u00e1rias aeroportu\u00e1rias,<\/li>\n\n\n\n<li>Observat\u00f3rios de turismo,<\/li>\n\n\n\n<li>Associa\u00e7\u00f5es de hotelaria,<\/li>\n\n\n\n<li>Mapas log\u00edsticos,<\/li>\n\n\n\n<li>Planos de conting\u00eancia e<\/li>\n\n\n\n<li>Relat\u00f3rios de eventos compar\u00e1veis.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 1: Identifica\u00e7\u00e3o dos Fatores SWOT<\/h2>\n\n\n\n<p>Somente ap\u00f3s o diagn\u00f3stico deve-se redigir os fatores internos e externos.&nbsp;<strong>For\u00e7as e fraquezas s\u00e3o internas<\/strong>&nbsp;ao territ\u00f3rio, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel ou ao arranjo institucional;&nbsp;<strong>oportunidades e amea\u00e7as s\u00e3o externas<\/strong>, ainda que impactem diretamente o caso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2xsxph8kpxj0f.cloudfront.net\/310519663215497173\/dV5DyzqkQcukWDdpdCNuRb\/hero-swot-analysis-Shu2THQJQYbznxjJRkDDv2.webp\" alt=\"SWOT Matrix\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplos para o Caso MotoGP<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">For\u00e7as<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Centralidade geogr\u00e1fica<\/li>\n\n\n\n<li>Tradi\u00e7\u00e3o em eventos<\/li>\n\n\n\n<li>Exist\u00eancia do aut\u00f3dromo<\/li>\n\n\n\n<li>Rede de servi\u00e7os urbanos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Fraquezas<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Baixa internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Gargalos de transporte<\/li>\n\n\n\n<li>Limita\u00e7\u00e3o de hospedagem<\/li>\n\n\n\n<li>Pouca experi\u00eancia recente<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Oportunidades<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Reposicionamento internacional<\/li>\n\n\n\n<li>Indu\u00e7\u00e3o de investimento<\/li>\n\n\n\n<li>Acelera\u00e7\u00e3o de obras<\/li>\n\n\n\n<li>Dinamiza\u00e7\u00e3o de cadeias locais<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Amea\u00e7as<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sobrecarga log\u00edstica<\/li>\n\n\n\n<li>Press\u00f5es inflacion\u00e1rias<\/li>\n\n\n\n<li>Falhas operacionais<\/li>\n\n\n\n<li>Riscos reputacionais<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio t\u00e9cnico para escrever um bom fator SWOT \u00e9&nbsp;<strong>evitar formula\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas e tautol\u00f3gicas<\/strong>. &#8220;Cidade boa&#8221;, &#8220;evento importante&#8221;, &#8220;turismo forte&#8221; e express\u00f5es do tipo n\u00e3o servem. Um bom fator precisa ser espec\u00edfico, verific\u00e1vel e formulado de modo que permita avalia\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 2: Pontua\u00e7\u00e3o por Likert &#8211; Impacto e Presen\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A escala Likert, introduzida por Rensis Likert em 1932 em &#8220;A Technique for the Measurement of Attitudes&#8221;, oferece uma base cl\u00e1ssica para transformar julgamentos qualitativos em escores ordenados. Para fins deste manual, a escala deve ser usada n\u00e3o para &#8220;atitudes&#8221; no sentido original da psicologia social, mas como&nbsp;<strong>instrumento de padroniza\u00e7\u00e3o do julgamento estrat\u00e9gico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2xsxph8kpxj0f.cloudfront.net\/310519663215497173\/dV5DyzqkQcukWDdpdCNuRb\/likert-scale-fixed-KF4fynmAL8bAEmQCcDPNgq.webp\" alt=\"Likert Scale Visualization\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Impacto<\/strong>&nbsp;\u00e9 a magnitude do efeito do fator sobre o objetivo do planejamento.&nbsp;<strong>Presen\u00e7a<\/strong>&nbsp;\u00e9 o grau em que o fator j\u00e1 est\u00e1 materializado, dispon\u00edvel ou prov\u00e1vel no contexto analisado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Escala<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Impacto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Presen\u00e7a<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>1<\/td><td>Irrelevante<\/td><td>Ausente ou muito improv\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>2<\/td><td>Baixo<\/td><td>Fraco<\/td><\/tr><tr><td>3<\/td><td>Moderado<\/td><td>Percept\u00edvel<\/td><\/tr><tr><td>4<\/td><td>Alto<\/td><td>Forte<\/td><\/tr><tr><td>5<\/td><td>Cr\u00edtico<\/td><td>Muito forte ou muito prov\u00e1vel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>O uso de rubricas verbais \u00e9 importante para&nbsp;<strong>reduzir dispers\u00e3o entre avaliadores<\/strong>, mantendo consist\u00eancia de julgamento, algo coerente com a preocupa\u00e7\u00e3o de Saaty (1980) com estrutura\u00e7\u00e3o racional da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 3: Relev\u00e2ncia = Impacto \u00d7 Presen\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A m\u00e9trica de relev\u00e2ncia deste manual \u00e9 dada pela express\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Relev\u00e2ncia = Impacto \u00d7 Presen\u00e7a<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ela n\u00e3o substitui o AHP formal, mas cumpre fun\u00e7\u00e3o an\u00e1loga de prioriza\u00e7\u00e3o, sobretudo em aplica\u00e7\u00f5es educacionais e oficinas estrat\u00e9gicas. Kurttila et al. (2000) mostraram que a grande vantagem de aproximar SWOT de um m\u00e9todo de decis\u00e3o \u00e9 tornar os fatores compar\u00e1veis e prioriz\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Classifica\u00e7\u00e3o de Relev\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma regra did\u00e1tica \u00fatil consiste em classificar os resultados em quatro faixas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>1 a 5:<\/strong>\u00a0Residual<\/li>\n\n\n\n<li><strong>6 a 10:<\/strong>\u00a0Secund\u00e1rio<\/li>\n\n\n\n<li><strong>11 a 15:<\/strong>\u00a0Relevante<\/li>\n\n\n\n<li><strong>16 a 25:<\/strong>\u00a0Cr\u00edtico<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 can\u00f4nica na literatura cl\u00e1ssica; \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para facilitar triagem. O importante \u00e9 fixar previamente a r\u00e9gua e mant\u00ea-la est\u00e1vel para todos os fatores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 4: Filtragem e Consolida\u00e7\u00e3o dos Fatores Cr\u00edticos<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o c\u00e1lculo da relev\u00e2ncia, elabore a vers\u00e3o final da SWOT apenas com os fatores classificados como&nbsp;<strong>relevantes e cr\u00edticos<\/strong>. Em termos instrucionais, uma boa pr\u00e1tica \u00e9 manter de 4 a 8 fatores por quadrante. Se houver mais que isso, a tend\u00eancia \u00e9 regressar ao problema de prolixidade que a pr\u00f3pria literatura critica.<\/p>\n\n\n\n<p>A matriz final deve conter somente o&nbsp;<strong>n\u00facleo duro do caso<\/strong>. Esta poda \u00e9 epistemologicamente necess\u00e1ria. Hill e Westbrook (1997) mostraram que listas extensas e n\u00e3o priorizadas enfraquecem a utilidade estrat\u00e9gica do m\u00e9todo; portanto, eliminar fatores fracos n\u00e3o \u00e9 perda de informa\u00e7\u00e3o, mas ganho de foco anal\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 5: Cruzamento TOWS e Formula\u00e7\u00e3o de Estrat\u00e9gias<\/h2>\n\n\n\n<p>Aqui ocorre a passagem da an\u00e1lise para a formula\u00e7\u00e3o. Weihrich (1982) define&nbsp;<strong>quatro fam\u00edlias de estrat\u00e9gias: SO, WO, ST e WT<\/strong>. O fundamento \u00e9 simples e cl\u00e1ssico: usar for\u00e7as para aproveitar oportunidades; usar oportunidades para corrigir fraquezas; usar for\u00e7as para neutralizar amea\u00e7as; reduzir fraquezas para evitar ou amortecer amea\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d2xsxph8kpxj0f.cloudfront.net\/310519663215497173\/dV5DyzqkQcukWDdpdCNuRb\/matrix-tows-strategy-QXBzMq7xPcqq3Soextkbfu.webp\" alt=\"TOWS Matrix\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tipos de Estrat\u00e9gias TOWS<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">SO &#8211; Strengths-Opportunities (Ofensiva)<\/h4>\n\n\n\n<p>Utilizar for\u00e7as existentes para capturar janelas externas favor\u00e1veis. Exemplo: usar a exist\u00eancia do aut\u00f3dromo e a capacidade de coordena\u00e7\u00e3o institucional para posicionar a cidade como plataforma permanente de eventos motorizados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">WO &#8211; Weaknesses-Opportunities (Corretiva)<\/h4>\n\n\n\n<p>Tomar oportunidades externas como alavanca para superar fraquezas internas. Exemplo: utilizar a visibilidade internacional do MotoGP para induzir programas de qualifica\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica e sinaliza\u00e7\u00e3o bil\u00edngue.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">ST &#8211; Strengths-Threats (Defensiva-Proativa)<\/h4>\n\n\n\n<p>Utilizar for\u00e7as existentes para reduzir exposi\u00e7\u00e3o a amea\u00e7as. Exemplo: empregar coordena\u00e7\u00e3o intergovernamental para construir planos de conting\u00eancia de mobilidade e seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">WT &#8211; Weaknesses-Threats (Conten\u00e7\u00e3o)<\/h4>\n\n\n\n<p>Minimizar vulnerabilidade. Exemplo: diante de fragilidades de mobilidade e amea\u00e7a de congestionamento, instituir janelas operacionais escalonadas e transporte dedicado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Etapa 6: Convers\u00e3o das Estrat\u00e9gias em Plano de A\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A etapa final \u00e9&nbsp;<strong>desdobrar cada estrat\u00e9gia em a\u00e7\u00e3o execut\u00e1vel<\/strong>. Para cada estrat\u00e9gia formulada no TOWS, devem ser definidos: objetivo operacional, respons\u00e1vel, prazo, recursos, indicador e mecanismo de monitoramento. Sem esse desdobramento, a matriz permanece no plano conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica cl\u00e1ssica de Hill e Westbrook (1997) a SWOTs n\u00e3o subsequentemente utilizadas deve ser tomada como advert\u00eancia metodol\u00f3gica severa. O manual, portanto, exige que cada estrat\u00e9gia gere pelo menos uma a\u00e7\u00e3o, um respons\u00e1vel e um indicador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estrat\u00e9gias Formuladas para o Caso MotoGP Goi\u00e2nia<\/h3>\n\n\n\n<p>A tabela a seguir apresenta as estrat\u00e9gias TOWS formuladas para o caso de estudo, vinculando cada estrat\u00e9gia \u00e0 evid\u00eancia que a sustenta e ao tipo de cruzamento TOWS correspondente:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Estrat\u00e9gia Formulada<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Tipo TOWS<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Evid\u00eancia de Suporte<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Estrat\u00e9gia TOWS Relacionada (Inferida)<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Posicionar a cidade como plataforma permanente de eventos motorizados e esportivos de escala internacional<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">SO<\/td><td>Exist\u00eancia do aut\u00f3dromo (3,84 km), centralidade geogr\u00e1fica, capacidade de coordena\u00e7\u00e3o institucional<\/td><td>Usar for\u00e7as existentes para capturar oportunidade de visibilidade global<\/td><\/tr><tr><td>Ampliar perman\u00eancia m\u00e9dia de visitantes e converter o evento em vetor de turismo ampliado<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">SO<\/td><td>Capacidade de atra\u00e7\u00e3o de m\u00eddia nacional, centralidade territorial, rede regional de servi\u00e7os<\/td><td>Mobilizar for\u00e7as de comunica\u00e7\u00e3o para aproveitar janela de proje\u00e7\u00e3o internacional<\/td><\/tr><tr><td>Induzir programas de qualifica\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, hospitalidade e sinaliza\u00e7\u00e3o bil\u00edngue<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">WO<\/td><td>Visibilidade internacional do MotoGP, baixa internacionaliza\u00e7\u00e3o atual da cidade<\/td><td>Usar oportunidade externa para corrigir fraqueza de internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>Expandir oferta tempor\u00e1ria e complementar de hospedagem, transporte e servi\u00e7os premium<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">WO<\/td><td>Calend\u00e1rio do evento, mobiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, insufici\u00eancia de capacidade hoteleira formal<\/td><td>Aproveitar evento como alavanca para superar limita\u00e7\u00e3o de hospedagem<\/td><\/tr><tr><td>Construir planos de conting\u00eancia de mobilidade, seguran\u00e7a e sa\u00fade integrados<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">ST<\/td><td>Coordena\u00e7\u00e3o intergovernamental, capacidade operacional instalada, risco de colapso log\u00edstico<\/td><td>Usar for\u00e7a institucional para neutralizar amea\u00e7a de falhas operacionais<\/td><\/tr><tr><td>Estabelecer centro unificado de comando, comunica\u00e7\u00e3o e resposta r\u00e1pida<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">ST<\/td><td>Arranjo institucional local, experi\u00eancia em coordena\u00e7\u00e3o, vulnerabilidade reputacional<\/td><td>Mobilizar for\u00e7a de governan\u00e7a para proteger reputa\u00e7\u00e3o do evento<\/td><\/tr><tr><td>Instituir janelas operacionais escalonadas, credenciamento por zonas e transporte dedicado<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">WT<\/td><td>Fragilidades de mobilidade urbana, amea\u00e7a de congestionamento extremo<\/td><td>Minimizar vulnerabilidade atrav\u00e9s de gest\u00e3o inteligente de fluxos<\/td><\/tr><tr><td>Padronizar protocolos multil\u00edngues de atendimento, emerg\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o com visitantes<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">WT<\/td><td>Fragilidade de internacionaliza\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a reputacional em caso de incidentes<\/td><td>Evitar perdas graves atrav\u00e9s de prepara\u00e7\u00e3o operacional internacional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exemplo de Desdobramento<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Estrat\u00e9gia WO:<\/strong>&nbsp;&#8220;Usar o evento para elevar a capacidade de hospitalidade internacional&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es:<\/strong>&nbsp;Capacita\u00e7\u00e3o intensiva de atendimento multil\u00edngue; protocolo de informa\u00e7\u00e3o tur\u00edstica bil\u00edngue; central de orienta\u00e7\u00e3o integrada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Respons\u00e1veis:<\/strong>&nbsp;Secretaria de turismo, trade hoteleiro, concession\u00e1ria aeroportu\u00e1ria, organiza\u00e7\u00e3o do evento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indicadores:<\/strong>&nbsp;N\u00famero de profissionais capacitados, cobertura de sinaliza\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, tempo m\u00e9dio de resposta, \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Modelo de Aplica\u00e7\u00e3o em Sala de Aula ou Oficina<\/h2>\n\n\n\n<p>Didaticamente, o melhor formato \u00e9&nbsp;<strong>dividir os participantes em grupos tem\u00e1ticos<\/strong>: mobilidade, turismo\/hospitalidade, seguran\u00e7a\/sa\u00fade, comunica\u00e7\u00e3o\/imagem, economia local e governan\u00e7a. Cada grupo executa a Etapa 0 em sua dimens\u00e3o, identifica seus fatores, atribui notas, calcula relev\u00e2ncia e apresenta os fatores cr\u00edticos para consolida\u00e7\u00e3o coletiva. Depois, em plen\u00e1ria, constr\u00f3i-se a TOWS integrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse desenho tem boa ader\u00eancia ao esp\u00edrito do AHP de decomposi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica e ao princ\u00edpio estrat\u00e9gico de que problemas complexos devem ser estruturados em n\u00edveis e crit\u00e9rios antes da decis\u00e3o (SAATY, 1980).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tratamento de Diverg\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma recomenda\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica importante \u00e9&nbsp;<strong>registrar diverg\u00eancias entre avaliadores<\/strong>. Quando um grupo atribui impacto 5 e outro impacto 2 ao mesmo fator, a diverg\u00eancia n\u00e3o deve ser apagada; ela \u00e9 dado anal\u00edtico. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, diverg\u00eancias revelam assimetria informacional, interesses institucionais diferentes ou crit\u00e9rios impl\u00edcitos n\u00e3o explicitados. O processo de justificar a nota, portanto, \u00e9 parte do aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Limites Metodol\u00f3gicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Este modelo \u00e9 robusto para ensino, planejamento preliminar e oficinas de formula\u00e7\u00e3o, mas possui limites. Primeiro, a escala Likert n\u00e3o elimina subjetividade; ela apenas a disciplina (LIKERT, 1932). Segundo, a f\u00f3rmula impacto \u00d7 presen\u00e7a n\u00e3o produz a sofistica\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica nem a checagem de consist\u00eancia do AHP formal (SAATY, 1980). Terceiro, a TOWS depende da qualidade do diagn\u00f3stico; se a Etapa 0 for mal executada, o restante do processo herdar\u00e1 o erro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos cient\u00edficos, a&nbsp;<strong>honestidade metodol\u00f3gica exige afirmar que se trata de um arranjo h\u00edbrido, plaus\u00edvel e \u00fatil, mas simplificado<\/strong>. Essa ressalva \u00e9 coerente com o pr\u00f3prio movimento da literatura, que procurou corrigir, e n\u00e3o dogmatizar, o uso de SWOT (HILL; WESTBROOK, 1997).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00edntese Operacional do Roteiro<\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Coletar dados e evid\u00eancias do caso<\/li>\n\n\n\n<li>Converter dados em fatores SWOT espec\u00edficos<\/li>\n\n\n\n<li>Pontuar cada fator por impacto e presen\u00e7a em escala Likert<\/li>\n\n\n\n<li>Calcular relev\u00e2ncia<\/li>\n\n\n\n<li>Excluir fatores fracos e manter apenas os relevantes\/cr\u00edticos<\/li>\n\n\n\n<li>Cruzar a matriz pelo TOWS<\/li>\n\n\n\n<li>Transformar estrat\u00e9gias em plano de a\u00e7\u00e3o com respons\u00e1veis e indicadores<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Essa sequ\u00eancia \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do que a literatura cl\u00e1ssica prop\u00f5e:&nbsp;<strong>racionalidade estrat\u00e9gica, estrutura\u00e7\u00e3o do problema, prioriza\u00e7\u00e3o de fatores e formula\u00e7\u00e3o baseada em rela\u00e7\u00e3o entre ambiente interno e externo<\/strong>&nbsp;(ANSOFF, 1965; PORTER, 1980; WEIHRICH, 1982; KURTTILA et al., 2000).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anexo A: Matriz de Prioriza\u00e7\u00e3o dos Fatores Estrat\u00e9gicos<\/h2>\n\n\n\n<p>A matriz a seguir operacionaliza a etapa de prioriza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise ambiental ao converter fatores qualitativos em fatores compar\u00e1veis por meio do \u00edndice de relev\u00e2ncia, calculado como produto entre impacto e presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Fator Estrat\u00e9gico<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">SWOT<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Dimens\u00e3o<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Impacto<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Presen\u00e7a<\/th><th class=\"has-text-align-left\" data-align=\"left\">Relev\u00e2ncia<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Capacidade de atra\u00e7\u00e3o de m\u00eddia nacional<\/td><td>For\u00e7a<\/td><td>Imagem Territorial<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">5<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">20<\/td><\/tr><tr><td>Coordena\u00e7\u00e3o interinstitucional<\/td><td>For\u00e7a<\/td><td>Governan\u00e7a<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">5<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">20<\/td><\/tr><tr><td>Exist\u00eancia do Aut\u00f3dromo Internacional<\/td><td>For\u00e7a<\/td><td>Infraestrutura Esportiva<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">16<\/td><\/tr><tr><td>Capacidade hoteleira insuficiente<\/td><td>Fraqueza<\/td><td>Rede Hoteleira<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">16<\/td><\/tr><tr><td>Risco de colapso de mobilidade<\/td><td>Amea\u00e7a<\/td><td>Mobilidade Urbana<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">5<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">3<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">15<\/td><\/tr><tr><td>Potencial de internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/td><td>Oportunidade<\/td><td>Turismo<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">5<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">3<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">15<\/td><\/tr><tr><td>Baixa internacionaliza\u00e7\u00e3o tur\u00edstica atual<\/td><td>Fraqueza<\/td><td>Imagem Territorial<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">3<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">4<\/td><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">12<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Observa-se, a partir da matriz, que as maiores for\u00e7as identificadas concentram-se em imagem territorial, governan\u00e7a e infraestrutura esportiva. Isso indica que Goi\u00e2nia disp\u00f5e de ativos institucionais e simb\u00f3licos relevantes para alavancar o evento, sobretudo por meio de estrat\u00e9gias SO e ST.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>ANSOFF, H. Igor.&nbsp;<em>Corporate strategy: an analytic approach to business policy for growth and expansion<\/em>. New York: McGraw-Hill, 1965.<\/p>\n\n\n\n<p>HILL, Terry; WESTBROOK, Roy. SWOT analysis: it&#8217;s time for a product recall.&nbsp;<em>Long Range Planning<\/em>, v. 30, n. 1, p. 46-52, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>KURTTILA, Mikko; PESONEN, Mauno; KANGAS, Jyrki; KAJANUS, Miika. Utilizing the analytic hierarchy process (AHP) in SWOT analysis: a hybrid method and its application to a forest-certification case.&nbsp;<em>Forest Policy and Economics<\/em>, v. 1, n. 1, p. 41-52, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>LIKERT, Rensis. A technique for the measurement of attitudes.&nbsp;<em>Archives of Psychology<\/em>, New York, n. 140, p. 1-55, 1932.<\/p>\n\n\n\n<p>MOTOGP. Brasil 2026: Aut\u00f3dromo Internacional de Goi\u00e2nia \u2013 Ayrton Senna. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.motogp.com\/. Acesso em: 28 mar. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>PORTER, Michael E.&nbsp;<em>Competitive strategy: techniques for analyzing industries and competitors<\/em>. New York: Free Press, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>SAATY, Thomas L.&nbsp;<em>The analytic hierarchy process: planning, priority setting, resource allocation<\/em>. New York: McGraw-Hill, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>WEIHRICH, Heinz. The TOWS matrix: a tool for situational analysis.&nbsp;<em>Long Range Planning<\/em>, v. 15, n. 2, p. 54-66, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 2026 Leonardo Guerra de Rezende Guedes. Todos os direitos reservados.<\/p>\n\n\n\n<p>UFG &amp; Poli, PUC Goi\u00e1s<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leonardo Guerra de Rezende Guedes, Prof. Dr. UFG &amp; Poli, PUC Goi\u00e1s Introdu\u00e7\u00e3o Estudo de Caso:&nbsp;Realiza\u00e7\u00e3o do MotoGP em Goi\u00e2nia A l\u00f3gica metodol\u00f3gica deste manual parte de um ponto central da literatura cl\u00e1ssica:&nbsp;diagn\u00f3stico ambiental sem prioriza\u00e7\u00e3o tende a produzir listas extensas, vagas e pouco acion\u00e1veis. 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