Análise Ambiental SWOT com Priorização: Realização do MotoGP em Goiânia Análise Ambiental SWOT com Priorização
Leonardo Guerra de Rezende Guedes, Prof. Dr.
UFG & Poli, PUC Goiás
Introdução
Estudo de Caso: Realização do MotoGP em Goiânia
A lógica metodológica deste manual parte de um ponto central da literatura clássica: diagnóstico ambiental sem priorização tende a produzir listas extensas, vagas e pouco acionáveis. Hill e Westbrook (1997) mostraram exatamente esse problema ao observar SWOTs marcadas por “long lists”, “failure to prioritize” e ausência de uso efetivo dos resultados no processo estratégico.
Weihrich (1982), ao propor a TOWS Matrix, deslocou o foco da simples enumeração de fatores para a identificação sistemática das relações entre ambiente interno e externo, convertendo análise em formulação estratégica. Kurttila et al. (2000) avançaram um passo adicional ao integrar SWOT com AHP para gerar prioridades analiticamente determinadas, reduzindo arbitrariedade.
No caso deste manual, adota-se uma versão didática e simplificada inspirada no AHP: em vez do AHP canônico de comparações paritárias completas, usa-se uma priorização por relevância calculada como Impacto × Presença, com ambos os componentes medidos por escala Likert. Trata-se, portanto, de um modelo pedagógico híbrido: conceitualmente ancorado em Saaty (1980), operacionalmente simplificado para uso em sala, consultoria e planejamento aplicado.
No estudo de caso, o objeto estratégico é a realização do MotoGP em Goiânia. A escolha é metodologicamente adequada porque envolve infraestrutura urbana, mobilidade, hospitalidade, segurança, governança pública, imagem territorial e cadeia econômica de serviços, ou seja, um típico problema de planejamento estratégico multissetorial.
Fundamento Conceitual da Abordagem
A base teórica remonta a Ansoff (1965), para quem estratégia depende de leitura estruturada do ambiente e de escolhas coerentes com oportunidades, restrições e capacidades organizacionais; e a Porter (1980), que reforça a análise sistemática do ambiente externo como condição para construção de posicionamento estratégico robusto.
Em Weihrich (1982), a contribuição distintiva foi transformar a SWOT em TOWS, ou seja, em uma matriz de combinação estratégica entre fatores internos e externos. Em Saaty (1980), a contribuição foi introduzir um método hierárquico para decompor problemas complexos em objetivo, critérios e alternativas, permitindo atribuição de prioridades. Em Likert (1932), a contribuição foi oferecer uma escala ordinal de atitudes e intensidade de julgamento passível de uso padronizado.
O ponto metodológico central deste manual é combinar esses quatro legados: leitura ambiental, estruturação hierárquica, quantificação simplificada e formulação estratégica por cruzamento.
Nota Importante: O procedimento aqui apresentado não corresponde ao AHP clássico em sentido estrito. O AHP de Saaty (1980) trabalha com matrizes de comparação par a par e verificação de consistência; já o presente modelo usa dois critérios diretos — impacto e presença — avaliados em escala Likert e multiplicados para produzir um índice simples de relevância.
Roteiro Geral do Processo
O processo completo possui seis movimentos encadeados:
- Diagnóstico inicial e obtenção de dados;
- Identificação dos fatores SWOT;
- Pontuação dos fatores por impacto e presença;
- Cálculo da relevância e filtragem;
- Cruzamento TOWS;
- Conversão das estratégias em plano de ação.
A razão teórica dessa sequência é simples:
- Sem diagnóstico, a SWOT vira opinião;
- Sem priorização, vira inventário;
- Sem TOWS, vira descrição;
- Sem plano de ação, vira exercício retórico.
Hill e Westbrook (1997) criticaram precisamente SWOTs que paravam antes da ação; Weihrich (1982) propôs a passagem ao cruzamento; Kurttila et al. (2000) propuseram a passagem à prioridade. Este manual combina essas três correções.
Etapa 0: Diagnóstico Inicial e Obtenção de Dados Relevantes
A análise ambiental deve começar por um diagnóstico empírico. Em linguagem de planejamento estratégico, trata-se do environmental scanning. Em linguagem metodológica, é a fase de construção do banco de evidências que sustentará a classificação posterior.
O erro mais comum em trabalhos acadêmicos e profissionais é iniciar preenchendo a SWOT “de memória“. Isso produz vieses de disponibilidade, excesso de generalidade e baixa verificabilidade. Ansoff (1965) e Porter (1980), ainda que por tradições distintas, convergem na ideia de que a estratégia exige observação sistemática do ambiente.
Dimensões Analíticas para MotoGP Goiânia
No caso MotoGP Goiânia, o diagnóstico deve ser organizado em ao menos sete dimensões:
- Infraestrutura viária
- Mobilidade urbana
- Rede hoteleira
- Capacidade aeroportuária e conectividade
- Segurança pública e privada
- Saúde e resposta emergencial
- Governança interinstitucional e imagem territorial/turística
A coleta de dados deve priorizar fontes primárias e oficiais:
- Governo do estado,
- Prefeitura,
- Secretarias de mobilidade,
- Saúde,
- Segurança e turismo,
- Concessionárias aeroportuárias,
- Observatórios de turismo,
- Associações de hotelaria,
- Mapas logísticos,
- Planos de contingência e
- Relatórios de eventos comparáveis.
Etapa 1: Identificação dos Fatores SWOT
Somente após o diagnóstico deve-se redigir os fatores internos e externos. Forças e fraquezas são internas ao território, à organização responsável ou ao arranjo institucional; oportunidades e ameaças são externas, ainda que impactem diretamente o caso.

Exemplos para o Caso MotoGP
Forças
- Centralidade geográfica
- Tradição em eventos
- Existência do autódromo
- Rede de serviços urbanos
Fraquezas
- Baixa internacionalização
- Gargalos de transporte
- Limitação de hospedagem
- Pouca experiência recente
Oportunidades
- Reposicionamento internacional
- Indução de investimento
- Aceleração de obras
- Dinamização de cadeias locais
Ameaças
- Sobrecarga logística
- Pressões inflacionárias
- Falhas operacionais
- Riscos reputacionais
O critério técnico para escrever um bom fator SWOT é evitar formulações genéricas e tautológicas. “Cidade boa”, “evento importante”, “turismo forte” e expressões do tipo não servem. Um bom fator precisa ser específico, verificável e formulado de modo que permita avaliação posterior.
Etapa 2: Pontuação por Likert – Impacto e Presença
A escala Likert, introduzida por Rensis Likert em 1932 em “A Technique for the Measurement of Attitudes”, oferece uma base clássica para transformar julgamentos qualitativos em escores ordenados. Para fins deste manual, a escala deve ser usada não para “atitudes” no sentido original da psicologia social, mas como instrumento de padronização do julgamento estratégico.

Definições
Impacto é a magnitude do efeito do fator sobre o objetivo do planejamento. Presença é o grau em que o fator já está materializado, disponível ou provável no contexto analisado.
| Escala | Impacto | Presença |
|---|---|---|
| 1 | Irrelevante | Ausente ou muito improvável |
| 2 | Baixo | Fraco |
| 3 | Moderado | Perceptível |
| 4 | Alto | Forte |
| 5 | Crítico | Muito forte ou muito provável |
O uso de rubricas verbais é importante para reduzir dispersão entre avaliadores, mantendo consistência de julgamento, algo coerente com a preocupação de Saaty (1980) com estruturação racional da decisão.
Etapa 3: Relevância = Impacto × Presença
A métrica de relevância deste manual é dada pela expressão:
Relevância = Impacto × Presença
Ela não substitui o AHP formal, mas cumpre função análoga de priorização, sobretudo em aplicações educacionais e oficinas estratégicas. Kurttila et al. (2000) mostraram que a grande vantagem de aproximar SWOT de um método de decisão é tornar os fatores comparáveis e priorizáveis.
Classificação de Relevância
Uma regra didática útil consiste em classificar os resultados em quatro faixas:
- 1 a 5: Residual
- 6 a 10: Secundário
- 11 a 15: Relevante
- 16 a 25: Crítico
Essa classificação não é canônica na literatura clássica; é uma convenção pedagógica para facilitar triagem. O importante é fixar previamente a régua e mantê-la estável para todos os fatores.
Etapa 4: Filtragem e Consolidação dos Fatores Críticos
Após o cálculo da relevância, elabore a versão final da SWOT apenas com os fatores classificados como relevantes e críticos. Em termos instrucionais, uma boa prática é manter de 4 a 8 fatores por quadrante. Se houver mais que isso, a tendência é regressar ao problema de prolixidade que a própria literatura critica.
A matriz final deve conter somente o núcleo duro do caso. Esta poda é epistemologicamente necessária. Hill e Westbrook (1997) mostraram que listas extensas e não priorizadas enfraquecem a utilidade estratégica do método; portanto, eliminar fatores fracos não é perda de informação, mas ganho de foco analítico.
Etapa 5: Cruzamento TOWS e Formulação de Estratégias
Aqui ocorre a passagem da análise para a formulação. Weihrich (1982) define quatro famílias de estratégias: SO, WO, ST e WT. O fundamento é simples e clássico: usar forças para aproveitar oportunidades; usar oportunidades para corrigir fraquezas; usar forças para neutralizar ameaças; reduzir fraquezas para evitar ou amortecer ameaças.

Tipos de Estratégias TOWS
SO – Strengths-Opportunities (Ofensiva)
Utilizar forças existentes para capturar janelas externas favoráveis. Exemplo: usar a existência do autódromo e a capacidade de coordenação institucional para posicionar a cidade como plataforma permanente de eventos motorizados.
WO – Weaknesses-Opportunities (Corretiva)
Tomar oportunidades externas como alavanca para superar fraquezas internas. Exemplo: utilizar a visibilidade internacional do MotoGP para induzir programas de qualificação linguística e sinalização bilíngue.
ST – Strengths-Threats (Defensiva-Proativa)
Utilizar forças existentes para reduzir exposição a ameaças. Exemplo: empregar coordenação intergovernamental para construir planos de contingência de mobilidade e segurança.
WT – Weaknesses-Threats (Contenção)
Minimizar vulnerabilidade. Exemplo: diante de fragilidades de mobilidade e ameaça de congestionamento, instituir janelas operacionais escalonadas e transporte dedicado.
Etapa 6: Conversão das Estratégias em Plano de Ação
A etapa final é desdobrar cada estratégia em ação executável. Para cada estratégia formulada no TOWS, devem ser definidos: objetivo operacional, responsável, prazo, recursos, indicador e mecanismo de monitoramento. Sem esse desdobramento, a matriz permanece no plano conceitual.
A crítica clássica de Hill e Westbrook (1997) a SWOTs não subsequentemente utilizadas deve ser tomada como advertência metodológica severa. O manual, portanto, exige que cada estratégia gere pelo menos uma ação, um responsável e um indicador.
Estratégias Formuladas para o Caso MotoGP Goiânia
A tabela a seguir apresenta as estratégias TOWS formuladas para o caso de estudo, vinculando cada estratégia à evidência que a sustenta e ao tipo de cruzamento TOWS correspondente:
| Estratégia Formulada | Tipo TOWS | Evidência de Suporte | Estratégia TOWS Relacionada (Inferida) |
|---|---|---|---|
| Posicionar a cidade como plataforma permanente de eventos motorizados e esportivos de escala internacional | SO | Existência do autódromo (3,84 km), centralidade geográfica, capacidade de coordenação institucional | Usar forças existentes para capturar oportunidade de visibilidade global |
| Ampliar permanência média de visitantes e converter o evento em vetor de turismo ampliado | SO | Capacidade de atração de mídia nacional, centralidade territorial, rede regional de serviços | Mobilizar forças de comunicação para aproveitar janela de projeção internacional |
| Induzir programas de qualificação linguística, hospitalidade e sinalização bilíngue | WO | Visibilidade internacional do MotoGP, baixa internacionalização atual da cidade | Usar oportunidade externa para corrigir fraqueza de internacionalização |
| Expandir oferta temporária e complementar de hospedagem, transporte e serviços premium | WO | Calendário do evento, mobilização econômica, insuficiência de capacidade hoteleira formal | Aproveitar evento como alavanca para superar limitação de hospedagem |
| Construir planos de contingência de mobilidade, segurança e saúde integrados | ST | Coordenação intergovernamental, capacidade operacional instalada, risco de colapso logístico | Usar força institucional para neutralizar ameaça de falhas operacionais |
| Estabelecer centro unificado de comando, comunicação e resposta rápida | ST | Arranjo institucional local, experiência em coordenação, vulnerabilidade reputacional | Mobilizar força de governança para proteger reputação do evento |
| Instituir janelas operacionais escalonadas, credenciamento por zonas e transporte dedicado | WT | Fragilidades de mobilidade urbana, ameaça de congestionamento extremo | Minimizar vulnerabilidade através de gestão inteligente de fluxos |
| Padronizar protocolos multilíngues de atendimento, emergência e comunicação com visitantes | WT | Fragilidade de internacionalização, ameaça reputacional em caso de incidentes | Evitar perdas graves através de preparação operacional internacional |
Exemplo de Desdobramento
Estratégia WO: “Usar o evento para elevar a capacidade de hospitalidade internacional”
Ações: Capacitação intensiva de atendimento multilíngue; protocolo de informação turística bilíngue; central de orientação integrada.
Responsáveis: Secretaria de turismo, trade hoteleiro, concessionária aeroportuária, organização do evento.
Indicadores: Número de profissionais capacitados, cobertura de sinalização bilíngue, tempo médio de resposta, índice de satisfação.
Modelo de Aplicação em Sala de Aula ou Oficina
Didaticamente, o melhor formato é dividir os participantes em grupos temáticos: mobilidade, turismo/hospitalidade, segurança/saúde, comunicação/imagem, economia local e governança. Cada grupo executa a Etapa 0 em sua dimensão, identifica seus fatores, atribui notas, calcula relevância e apresenta os fatores críticos para consolidação coletiva. Depois, em plenária, constrói-se a TOWS integrada.
Esse desenho tem boa aderência ao espírito do AHP de decomposição hierárquica e ao princípio estratégico de que problemas complexos devem ser estruturados em níveis e critérios antes da decisão (SAATY, 1980).
Tratamento de Divergências
Uma recomendação metodológica importante é registrar divergências entre avaliadores. Quando um grupo atribui impacto 5 e outro impacto 2 ao mesmo fator, a divergência não deve ser apagada; ela é dado analítico. Em muitas situações, divergências revelam assimetria informacional, interesses institucionais diferentes ou critérios implícitos não explicitados. O processo de justificar a nota, portanto, é parte do aprendizado.
Limites Metodológicos
Este modelo é robusto para ensino, planejamento preliminar e oficinas de formulação, mas possui limites. Primeiro, a escala Likert não elimina subjetividade; ela apenas a disciplina (LIKERT, 1932). Segundo, a fórmula impacto × presença não produz a sofisticação matemática nem a checagem de consistência do AHP formal (SAATY, 1980). Terceiro, a TOWS depende da qualidade do diagnóstico; se a Etapa 0 for mal executada, o restante do processo herdará o erro.
Em termos científicos, a honestidade metodológica exige afirmar que se trata de um arranjo híbrido, plausível e útil, mas simplificado. Essa ressalva é coerente com o próprio movimento da literatura, que procurou corrigir, e não dogmatizar, o uso de SWOT (HILL; WESTBROOK, 1997).
Síntese Operacional do Roteiro
- Coletar dados e evidências do caso
- Converter dados em fatores SWOT específicos
- Pontuar cada fator por impacto e presença em escala Likert
- Calcular relevância
- Excluir fatores fracos e manter apenas os relevantes/críticos
- Cruzar a matriz pelo TOWS
- Transformar estratégias em plano de ação com responsáveis e indicadores
Essa sequência é a tradução prática do que a literatura clássica propõe: racionalidade estratégica, estruturação do problema, priorização de fatores e formulação baseada em relação entre ambiente interno e externo (ANSOFF, 1965; PORTER, 1980; WEIHRICH, 1982; KURTTILA et al., 2000).
Anexo A: Matriz de Priorização dos Fatores Estratégicos
A matriz a seguir operacionaliza a etapa de priorização da análise ambiental ao converter fatores qualitativos em fatores comparáveis por meio do índice de relevância, calculado como produto entre impacto e presença.
| Fator Estratégico | SWOT | Dimensão | Impacto | Presença | Relevância |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade de atração de mídia nacional | Força | Imagem Territorial | 5 | 4 | 20 |
| Coordenação interinstitucional | Força | Governança | 4 | 5 | 20 |
| Existência do Autódromo Internacional | Força | Infraestrutura Esportiva | 4 | 4 | 16 |
| Capacidade hoteleira insuficiente | Fraqueza | Rede Hoteleira | 4 | 4 | 16 |
| Risco de colapso de mobilidade | Ameaça | Mobilidade Urbana | 5 | 3 | 15 |
| Potencial de internacionalização | Oportunidade | Turismo | 5 | 3 | 15 |
| Baixa internacionalização turística atual | Fraqueza | Imagem Territorial | 3 | 4 | 12 |
Observa-se, a partir da matriz, que as maiores forças identificadas concentram-se em imagem territorial, governança e infraestrutura esportiva. Isso indica que Goiânia dispõe de ativos institucionais e simbólicos relevantes para alavancar o evento, sobretudo por meio de estratégias SO e ST.
Referências
ANSOFF, H. Igor. Corporate strategy: an analytic approach to business policy for growth and expansion. New York: McGraw-Hill, 1965.
HILL, Terry; WESTBROOK, Roy. SWOT analysis: it’s time for a product recall. Long Range Planning, v. 30, n. 1, p. 46-52, 1997.
KURTTILA, Mikko; PESONEN, Mauno; KANGAS, Jyrki; KAJANUS, Miika. Utilizing the analytic hierarchy process (AHP) in SWOT analysis: a hybrid method and its application to a forest-certification case. Forest Policy and Economics, v. 1, n. 1, p. 41-52, 2000.
LIKERT, Rensis. A technique for the measurement of attitudes. Archives of Psychology, New York, n. 140, p. 1-55, 1932.
MOTOGP. Brasil 2026: Autódromo Internacional de Goiânia – Ayrton Senna. 2026. Disponível em: https://www.motogp.com/. Acesso em: 28 mar. 2026.
PORTER, Michael E. Competitive strategy: techniques for analyzing industries and competitors. New York: Free Press, 1980.
SAATY, Thomas L. The analytic hierarchy process: planning, priority setting, resource allocation. New York: McGraw-Hill, 1980.
WEIHRICH, Heinz. The TOWS matrix: a tool for situational analysis. Long Range Planning, v. 15, n. 2, p. 54-66, 1982.
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